A Culpa é das Estrelas

Contém spoilers

"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter."

(Hazel Grace)


Livro: A Culpa é das Estrelas

Título Original: The Fault in Our Stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca 
Nota: 5/5

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O livro é narrado por Hazel Grace, uma garota de 16 anos que desde os 13 sofre de câncer na tireoide. Hazel não têm amigos, mas em seu tempo livre ama ler seu romance preferido Uma Aflição Imperial escrito por Peter Van Hounten. Segundo ela, ele é a única pessoa que entende como é está morrendo e que não morreu de verdade. Ela descarta a ideia de que possa, um dia, livrar-se da doença e se apaixonar está fora de questão.
Devido a doença, Hazel é obrigada a andar para cima e para baixo com um cilindro de oxigênio. Por ela não sair muito de casa e ficar relendo o mesmo livro várias vezes, sua mãe chega a conclusão de que Hazel está deprimida e a manda para um grupo de apoio liderado por Patrick - que sofreu com cancro nos testículos.

"É na liberdade que muitas pessoas encontram o pecado."

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No grupo de apoio - ou "coração literal de Jesus" - Hazel conhece Augustus Waters, um jovem com uma perna falsa pois a perdeu para o osteosarcoma (um tipo de câncer nos ossos que se propaga para outros membros) - sim, Augustus é um sobrevivente -, Gus também é o melhor amigo de Isaac, o garoto com quem Hazel se comunicava por olhares. 

"- Talvez você queira falar de seus medos para o grupo.
- Meus medos?
- É.
- Eu tenho medo de ser esquecido."

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Depois de se conhecerem, Hazel vai até a casa de Gus para assistirem um filme e lá eles conversam sobre o livro predileto de Hazel, e Gus têm a "missão" de lê-lo.
Ele e Hazel são muito diferentes. Enquanto Gus quer deixar sua marca no mundo, Hazel aprendeu com Peter Van Hounten em seu livro(Uma Aflição Imperial) que o esquecimento é inevitável para todos e se convence de que é uma granada e quanto menos pessoas ela machucar quando explodir, melhor.

"Eu quero que saiba que sua tentativa de ficar longe de mim não funcionou. Seus esforços para se proteger de mim serão inúteis."
...
"Você não entende... Gus, eu sou uma granada! Um dia eu vou explodir. Eu sinto que é minha responsabilidade minimizar o estrago."


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Depois de ler Uma Aflição Imperial os dois jovens(Hazel e Gus) decidem ir até Amsterdã para conhecer o escritor da obra que os fizeram se aproximar. Gus gasta seu desejo e eles partem para Amsterdã na Holanda, com o objetivo de realizar um sonho. Infelizmente, a viagem não sai totalmente como o esperado. Peter Van Hounten não é como Hazel e Gus pensavam. Mas não foi tudo por água a baixo, os jovens conheceram a casa de Anne Frank e antes de irem conhecer o escritor, desfrutaram de um ótimo jantar. 
Mas uma simples notícia, pode acabar com o romance dos dois. Lá, Augustus conta para Hazel que seu câncer voltou e dessa vez atingiu seu corpo inteiro. Será que ainda há esperança? 

"Alguns infinitos são maiores que outros."

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Voltando para casa, Gus volta ao tratamento mas se diverte ajudando seu amigo Isaac a se vingar de sua ex namorada Mônica. Augustus organiza um pré-funeral e pede para que Isaac e Hazel escrevessem um texto em sua homenagem.

 "...Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso."


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 Depois de alguns dias tratando seu câncer, infelizmente, não havia mais nada a ser feito...

"O Augustus Waters morreu oito dias depois do seu pré-enterro, no Memorial, na UTI, quando o câncer, que era feito dele, finalmente parou seu coração, que também era feito dele. Ele estava com a mãe, o pai e as irmãs. A mãe do Gus me ligou às três e meia da madrugada. Eu já sabia, obviamente, que ele estava para partir. Tinha falado com o pai dele antes de dormir, e ele me disse: 'É possível que não passe de hoje', mas, ainda assim, quando peguei o celular da mesa de cabeceira e vi Mãe do Gus na identificação da chamada, tudo dentro de mim desmoronou. Ela só chorava do outro lado da linha, e me disse que sentia muito, eu disse que sentia muito também, e ela me contou que ele havia ficado inconsciente por algumas horas antes de morrer." 

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Minha opinião: John Green no decorrer da história nos faz rir, sorrir, chorar e sentir tudo quanto é sentimento. Depois que li, me senti atropelada. O livro é simplesmente incrível! A maneira como o autor tratou a doença, o diagnóstico, a esperança e a falta de esperança é indescritível. 
Ele conseguiu descrever a dor de quem passa por tudo isso em apenas 283 páginas. A história de Hazel e Augustus é alegre, triste, comovente e cheia de amor. Eu super indico, de verdade. Essa história será lembrada - pelo menos por mim -, okay leitores?

Laryssa.









Tetê Lacerda disse...

Acho que eu sou a única pessoa do mundo que ainda não leu este livro. Vou colocar na lista depois dessa resenha. ❤