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Desejaria adiar tudo isso... Ficar sozinha


Costumava sempre correr para o colégio,como um refugio de minha casa, muitas brigas, lágrimas,declarações de ódio, sempre para os braços e risadas de amigos, todavia uma vez isso se tornou meu terror. Não aguento mais aquelas risadas altas, gritos, falas, presenças, aquele lugar se tornou meu pesadelo.
Engraçado como eu fugia das pessoas, preferia ficar sozinha ou em casa.
Costumava correr pra chegar o quanto antes em casa e comer, ver TV, mexer no computador ou contar meu dia mesmo que fosse para meus amigos imaginários.
Ou corria para chegar e me trancar no quarto, tirar a roupa, a maquiagem e o sorriso forçado, ficar sozinha, me sentia bem lá.
Agora desejo adiar tudo isso, desejo ficar sozinha na rua, olhando as pessoas passarem e ouvindo os carros correrem na pista, ou o barulho monótono das construções, vento ou animais. Apenas eu e eu...
Não é mais confortável ficar em casa, as pessoas lançam palavras que me machucam, meus pensamentos são confrontados, é uma prisão.
Me sinto observada em meu quarto, é terrível, me sufoca, parece que a qualquer momento irei sufocar com minhas palavras e pensamentos, e morrerei,logo dirão que era drama.
Olhar no espelho é uma tortura, vejo como ao mesmo tempo pareço bem colocando um sorriso que me mata, ao mesmo tempo se não passar maquiagem, mostrarei minhas olheiras de noites acordadas e olhos inchados de chorar, e por dentro estou morrendo... morrendo de culpa, impotência, meus pensamentos, meu corpo,meus atos, as pessoas a minha volta, aquele vazio que cresce e não para, o medo... Eu.
Eu sou a causa de tudo, eu peço socorro e ninguém escuta...
Eu me perdi. Me perdi em meus pensamentos, não me reconheço, não sei o que me tornei ou que sou, desejo apenas que isso acabe.
Quero um braço para chorar, um momento para mim, alguém que me abrace e diga que tudo ficará bem, afague meus cabelos, beije minhas testa e me proteja... Me proteja de mim mesma.

O meu maior medo é a minha mente, ela me tortura, tirou meus abrigos, minha família, a mim mesma... Me trouxe dor, o vazio, o cansaço, o medo e a solidão,mesmo acompanhada estou sozinha.


Ísis




A criança que eu fui gostaria de mim agora?



Quando somos crianças é inegável que sonhamos mais, desejamos mais. Não sabemos o que temos que fazer para realizar nossas ambições, apenas as desejamos. Mas a medida que crescemos isso se perde.
Meu primeiro sonho era ser dentista. Gostava de sorrir para tudo e para todos. Gostava de ir no dentista com minha mãe mesmo que fosse só para olhar. Hoje, tenho um pouquinho de nojo.
Depois, quis ser professora de matemática. Adorava números e explicar para as outras crianças como se resolvia cada probleminha. Hoje, bom, estou no Ensino Médio.
Ser professora me acompanhou mais pouco quando decidi ser professora de história. Não sei como nem quando esse sonho morreu em min.
Sonhos de uma criança são as coisas mais puras e lindas. Elas não têm preocupações como as que surgem à medida que crescemos. “Quero viajar ao redor do mundo”, “Quero ser isso, ou aquilo”, “Quero conhecer aquela pessoa”. Não importa qual seja.
Quando eu era criança sonhava com coisas que nem me lembro mais. Sonhava, apenas sonhava. Fechava os olhos e deixava os desejos se transformarem em sonhos.
Talvez meu “eu” do passado não gostasse de mim agora. O seu “eu” gostaria?


Milly






Não era Amizade; era Falsidade


O relacionamento é fator essencial para a conservação da nossa saúde mental e, de um modo mais amplo, para a perpetuação das espécies. Talvez, por relações serem tão importantes, seja tão difícil praticamente impossível relacionar-se harmoniosamente com todos à nossa volta.
No caso da família é inevitável à convivência. A não ser que você faça a Natasha do Capital Inicial e fuja de casa na manhã do dia errado. Brincadeiras a parte, a relação com a família às vezes é complicada, mas é essencial pra construção do adulto que seremos. Talvez você não entenda, talvez você só perceba isso bem tarde e talvez você nunca se toque até seu filho lhe dizer: “Mãe, você tá fazendo igualzinho a vovó!”
No caso das nossas amizades, há duas características básicas que diferem da relação familiar: o fato de as escolhermos e de podermos desfazê-las quando necessário sem elo sanguíneo que continuem a nos unir.
Discussões, brigas, divergências entre amigos é algo admissível. Traição, não! Apesar de não ser aceitável, ocorre nas melhores famílias. Quem nunca foi vítima daquela bestque confiava tanto? Aquela mesma que demos a mão e ela nos apunhalou pelas costas...
Doi, doi muito. A tendência é achar que todas são iguais a ela, que nunca mais teremos melhores amigas. A boa notícia: Ela é minoria e nunca terá uma melhor amiga porque ela será ruim com todas que confiarem nela.
Os amigos são os familiares que escolhemos. E graças a Deus por isso! Logo, mais cautela, menina! Já pensou o quão louco seria se nossos amigos fossem acontecimentos inevitáveis como irmãos/família? Pois bem, não são. Pare e reflita: quem escolheu a falsiane para ser sua best friend foi você; quem permite que ela continue participando de sua vida é você.
Então, tome as rédeas da situação. O sofrimento é inevitável, afinal você teve o seu coração quebrado por quem gostava muito. Mas vai passar. No mais, se você decidir continuar a conviver com pessoas que a qualquer momento possam se virar contra você, lembre-se: Se for nadar com tubarões, não sangre!
E não sangrar nesse mundo cruel é inevitável.


Tetê




Memórias - Parte 1



Seus olhos castanho-claros estarão gravados em minha mente, suas risadas altas e contagiantes junto ao seu sorriso estarão em minha memória pelo resto da eternidade, mesmo que não possa ser meu, isso nós dois sabemos. Mesmo que não selemos nossos laços em matrimonio, os anjos sabem o quão te amo e o que você me fez, ao mesmo tempo em que conheci o doce pude provar do amargo.

Lembro-me de quando nos conhecemos, aquele seu sorriso de canto me acanhou, quase que as palavras não saíram de minha boca, você foi tão gentil e paciente, naquele instante me perguntei se nossos destinos estavam selados. Entretanto ela estava ali, escondida atrás da porta nos observando e criando um futuro ao seu lado, sortuda ela, o destino estava ao seu lado naquele momento.

Pude ver o tempo passar rapidamente, tomando de nós momentos inacreditáveis apenas os mantendo em nossos corpos, me via contente e sonhadora, mas tudo desmoronava ao vê-la cada vez mais empolgada com a cerimônia que estava por vir, eu não poderia fazer tamanha crueldade com ela, não com ela.

Ela parecia encantada com seu enorme vestido branco rendado, sua tiara pairava em sua cabeça, juntamente ao véu, como uma princesa. Seu sorriso era incrível, ela poderia ser considerada a mulher mais bela que o mundo já viu, podia ver a inocência em seus olhos... Ela não poderia saber o que existiu entre nós, não poderia nem imaginar... Esse seria nosso segredo, não apenas por nós, mas por ela. Ela é uma das pessoas que mais amo em minha vida, não poderia ver aqueles olhinhos brilhantes cheios de lagrimas e aquele sorriso sumir, não por minha culpa.

Não percebemos, todavia a hora de estar no altar já chegara. Entrei na igreja, meu foco era você sorrindo levemente para mim, por um instante desejei gritar que te amava, também desejei correr até você e te abraçar, desejava tanto estar em seus braços uma última vez. Parei no altar, nossos olhares eram fixos um no outro, a pequena de olhos azuis havia entrado deslumbrante e seu longo vestido de noiva, mas era incapaz de encará-la, as vozes não deixavam.
As vozes sussurravam coisas que me causavam angustia e inveja, me culpavam por estar ali e me obrigavam e imaginar... Eu estava ao seu lado no altar, nossos votos ditos perante a Deus, enfim as alianças e declarados pertencente ao outro, seus olhos estavam penetrantes em mim com um ar de felicidade. Porém tudo não passava de uma ilusão criada pela minha mente, eu estava ao lado das outras cinco madrinhas trajada de lilás, eu seria testemunha da felicidade de um casal e da minha queda.

Cada vez mais as vozes ficavam mais altas, não aguentava mais aqueles gritos e seu pequeno sorriso para mim, seu olhar culpado, poderia jurar que era apenas uma farsa para me fazer ficar, no entanto perdi meu controle e corri, ignorei as falas dos convidados e sai da igreja, me escondi de todos, menos delas...

Desculpe-me por não ser forte o bastante por nós, por me afastar, por não manter minha promessa ou por não aceitar ter uma vida ao seu lado, não se isso custasse a felicidade dela... Desculpe-me por fugir, não persistir, pelas palavras duras e pela rejeição.

Obrigada por ser meu herói, por ser meu, por me fazer sorrir em meio a lagrimas... Obrigada por todas as declarações e presentes, também agradeço pelos beijos e toques marcados em minha alma.

Saiba que mesmo com todos nossos defeitos, brigas, distancia, medos e decepções, você foi meu melhor erro. Foi meu primeiro amor, foi o primeiro e único a me ter, foi o único que me completou, e nós dois somos os culpados por tudo isso se partir, agora sou metade de uma pessoa, metade de um céu, metade de um coração e logo serei poeira.

Eu juro para você que lutei contra elas, você mesmo sabe disso, você me acolheu,espantou as sombras, cuidou de mim e limpou minhas lagrimas... Você foi meu cavaleiro e eu sua dama, por alguns instantes, míseros instantes que me salvaram muito, lembrar desses momentos uma vez me senti segura. Agora eles me abominam e são a causa dos gritos delas, elas machucam minha pele, deixam que lágrimas escorram... Elas sempre estiveram aqui, mas você me protegia, agora que você está longe posso sentir elas me usando como marionete.
O que desejo é que faça Annelize feliz e não se esqueça de mim, farei o mesmo. Mas agora preciso me livrar delas, preciso que parem de uma vez por todas e me deixem lembrar em paz pela eternidade de minha felicidade.

Todas aquelas sombras e gritos em minha mente, logo sumirão...

Não se sinta culpado, meu fim não é sua culpa, é uma falha minha, foi minha fraqueza e meus medos... Ninguém nunca pode controlá-las totalmente... É o único jeito que irei me sentir livre... Mesmo que doa em você, lembre-se que agora todo aquele sofrimento acabou todos aqueles medos desapareceram, e posso lembrar de você sempre, posso te amar eternamente, posso estar com você sempre...

Eu te amo.
Eu preciso de você.
Eu preciso do meu herói.
Preciso de paz.
Adeus...

Te amarei pela eternidade.

Ísis




ENGOLE O CHORO



"Engole o choro" minha mãe dizia. Eu ria e me perguntava como isso seria possível. Hoje sei o significado. Perdi a conta de quantas vezes respirei fundo, segurei as lágrimas e olhei para cima como se isso fosse impedir de deixá-las cair. Como engolir o choro quando a dor mal te deixa respirar? Essa coisa de engolir o choro só funciona quando a gente é criança.

 "Engole o choro" eu ouvia. E de tanto engolir as lágrimas, aprendi a engolir mágoas, julgamentos, palavras, sofrimento. Aprendi a ficar em silêncio, e hoje sou muda para dizer o que sinto. Eu tentei. Eu juro que tentei engolir o choro, mas fui afogada pelas lágrimas.

 "Engole o choro" ma mandavam. Hoje já virou rotina ter que me isolar num canto para chorar. Porquê segundo a sociedade, demonstrar é fraqueza. Então eu não posso chorar, não posso sentir.

  Dói segurar o choro. Engolir as palavras, limpar as lágrimas que insistem em escapar. Dói o silêncio lá fora, o barulho excessivo aqui dentro e principalmente a dúvida. As palavras já não expressam nem a metade de tudo que sinto… Nem mesmo o sono sabe como aliviar. O acúmulo me fez fraquejar essa noite.

 "Engole o choro" eu me disse. E de tanto me obedecer, transbordei.     


Laryssa                  




Querida Candace



“Eu não gosto desse lugar”, começo assim minha carta. Olho em volta e não há ninguém. Continuo: “mas venho aqui por você”. Posso sentir seu sorriso enquanto escrevo. Volto-me para o céu e fecho os olhos deixando as lembranças virem.
- Candace, volta aqui! – corro atrás dela, a pegando pela cintura. – Você não cansa não? – solto uma leve risada enquanto ela se vira para mim e tira uma foto com meu celular.
-Não, e você vai me agradecer por isso quando casarmos e tivermos nossos filhos. Vamos ter muito material para contar para eles sobre nós dois. – sua doce voz preenche meu coração de uma maneira que nunca consegui explicar e que tenho certeza de que nunca conseguirei.
Nunca casamos. Quando me lembro desses momentos em que ela nem podia imaginar que um tumor crescia em seu cérebro, penso em tudo o que poderíamos ter feito. Eu teria aproveitado mais e brigado menos se soubesse que tínhamos tão pouco tempo.
Em meio aos túmulos e mausoléus, permito-me chorar. Choro como se a maior injustiça do mundo tivesse sido feita comigo, e eu acredito que foi. Éramos tão jovens e tão felizes. Candace era a garota mais linda que eu já tinha visto em toda minha vida, e agora, estava deitada em um caixão de mármore abaixo de mim.
Tiro do bolso um papel amassado. Quando o abro, meu coração para ao ler cada desejo que habitava em seu coração, escrito com uma letra horrorosa e garranchada. Ela nunca se importou com sua letra feia, e com o tempo aprendi a decifrá-la. A lista tem apenas 19 itens, um para cada aniversário. Passo meus dedos pelos quatro últimos que foram feitos depois que entrei em sua vida: “Viajar para o caribe com o Christian (feito)”, “Conhecer os sete mares (oceanos) com o Christian”, “Aprender a fazer cupcakes com o Christian” e “Casar na praia com o Christian”.
-Amor? –olho para a menina que entra em meu quarto e se joga na cama- Por que seu pai me deu um papel pra pegar autorização para uma viagem? – meu corpo gela ao vê-la com a folha na mão. Era para ser uma surpresa.
-Droga. - suspiro. Não tenho muito que fazer a não ser contar a ela. - É que... Meu pai quer fazer uma viagem com a família semana que vem e não viu problema em te levar, já que você ama o mar do Caribe... - sou interrompido pelo seu grito de choque e felicidade ao mesmo tempo.
Seco as lágrimas, ponho a carta no envelope dobrada e penso nas últimas palavras que disse a ela pouco antes de seus olhos se fecharem para nunca mais se abrirem: “sempre seu”. Passando os dedos pela lápide, posso ler as dela para mim: “sempre sua”. Deixo uma rosa vermelha, sua favorita, ao chão, levanto e vou embora apenas para voltar no dia seguinte.


Milly




Eu estou cansada




Eu estou cansada, estou acabada, sem forças... Sem motivo. A maquiagem agora está borrada, as lágrimas levaram embora todo o pó em meu rosto, o rímel se espalhou em linhas escuras como rachaduras em minha máscara de porcelana, também era evidente as marcas roxas envolta de meus olhos por conta das noites em claro, meu batom borrado pela tentativa enfurecida de tirá-lo, para assim mostrar a todos que aquele sorriso era forçado e o que eu mais desejava era que me socorressem.
Meus gritos por ajuda, por alguém, por mim, jamais eram ouvidos. Sinto-me muda.
Minha garganta arde, está seca e machucada de tanto clamar, como se minhas cordas vocais estivessem sido arrancadas...
Não há como pedir ajuda ou a quem pedir.
Estou cansada da sociedade, estou cansada dessas feridas em minha pele e consciente, estou cansada de mim.
Sinto-me uma criança chorona. Uma garota perdida na floresta, sozinha, carente por um abraço quente que possa habitar e derramar suas lágrimas sem ser questionada ou julgada, afinal todos que vêem meus machucados me culpam, me julgam e isso não melhora, não é drama, é medo.
Medo de estar sozinha mesmo acompanhada, medo de mim, medo da dor e do vazio, medo de tirar a máscara e todos com medo e ódio atirarem pedras em mim, minha armadura não aguentaria.
Estou sufocada pelo nada. Afogada no vazio. Vazia e perdida. Como se estivesse em um corpo sem alma ou vida, uma morta... Um ser sem sentimentos vagando sem rumo pelos humanos, sem motivo para continuar a existir ou objetivos.
Uma junção de átomos.
Como em um teatro uma cortina cobre o palco onde acontecerá a peça, mas esta esconde a dor, a loucura e o nada, em um palco se preparam para quando a cortina abrir confundir meu ser, com um show de horrores.
Minha mente engana me destrói meu ser vazio, meu coração apertado por correntes invisíveis, que não existem...
Poucas opções me restam, aproveitar os poucos momentos de liberdade até a dor incontrolável me atingir e me tornar uma morta-viva pelo desgaste emocional; cobrir a dor com minha máscara ou até mesmo costurar um sorriso em minha alma; ou voltar para os braços viciantes que me mantém segura até a escuridão voltar, poucas vezes ele a afasta, ele jamais perceberá o bem que me faz e como os outros, irá embora.
Estando morta ou viva é isso o que tenho, por mais que esteja acompanhada estarei sozinha; posso estar sã e logo ficarei enlouquecida com uma guerra interna; sei para onde vou e em um instante me perco...
Estou cansada...


Ísis




Fábula dos Tempos Atuais

                 

    Quatro formigas trabalhavam quando encontraram uma lâmpada mágica. Discutiram  e decidiram não levar a lâmpada para o formigueiro. Depois de uma longa conversa, ficou decidido que todas iriam entrar na lâmpada.
Entraram e chegando lá encontraram o gênio. 
O gênio as disse que cada uma teria direito a um pedido; já que a crise também tinha afetado  o mundo mágico. A outra condição era que cada pedido só duraria uma noite.
Pediram um tempo para conversar entre si. Eram dois casais que há muito estavam juntos e pretendiam se casar no mesmo dia devido a grande amizade que tinham.Mas eles não desejaram o casamento naquele momento. Eles desejaram se transformar em  humanos por um dia.
Então, fora combinado tudo com o gênio. Elas decidiram se transformar em humanos com poder aquisitivo, acesso a ambientes privilegiados e também ter conhecimento de como manipular aparelhos eletrônicos.Feito o acordo, as formigas machos se transformaram em homens sarados, ricos e bem vestidos. As fêmeas, por sua vez, em mulheres belíssimas que chamavam atenção por onde passavam.
Os homens, então, decidiram sair para curtir longes das suas respectivas noivas. Elas, irritas com a decisão, foram para uma balada do outro lado da cidade.
Eles com aparelhos celulares em mãos filmaram tudo o que acontecia e postavam em suas redes sociais, criadas a pouco tempo. Elas, por sua vez, faziam a mesma coisa e passaram a noite toda conferindo as postagens doa seus noivos.
Acabando o efeito da magia, todas as formigas voltaram para o formigueiro. As formigas fêmeas continuavam magoadas com seus noivos, pois achavam que eles tinham se divertido mais que elas e decidiram contar todo o episódio à Rainha. A Rainha muito sábia comentou:
- No final das contas, todos vocês passaram a maior parte do tempo nas redes sociais. A diferença é que vocês sabem que não se divertiram e os machos têm uma falsa ilusão de que se divertiram muito.
Moral da história:  Até um animal sabe que quem passa a maior parte do tempo nas redes sociais não está feliz: tanto quem posta quanto quem estalkeia.
                                                                                                                                                                                                                                                                            Tetê

                                                                                        

                                                                                         






Querido Diário


Dia 28 de Janeiro, Rio de Janeiro

Querido diário,

         Hoje eu disse meu primeiro “eu te amo”. Não pude evitar, mas não vou negar que foi aterrorizante e ao mesmo tempo a coisa mais emocionante que eu já disse na vida.
         Estávamos na praia, correndo, rindo e jogando areia um no outro. O dia todo.  Seu sorriso era tão sincero, tão verdadeiro e tão lindo, que eu estava de certo modo hipnotizada. Era tão lindo que eu sorri. Era para mim, eu sei que era.
         Sentamos na canga. Ele olhando para o mar e eu para ele. Saiu. Só saiu as três palavrinhas que fizeram maravilhas dentro do meu coração e aterrorizaram meus pensamentos com o “e se ele não disser?”. Foram os piores 3 segundos da minha vida inteira. Seus dentes brancos aparecerem ao mesmo tempo em que seu olhar se voltava para mim; “Eu amo você”, as palavras preencheram meus ouvidos e levaram meus pensamentos embora em instantes.
         Levantamos e rodamos felizes na areia gritando “eu estou apaixonado por você” e “não consigo evitar”. Segurei seu rosto com meus dedos finos e disse que era dele, que poderia me levar para onde quisesse que eu fosse. Não posso evitar, preciso ir embora.

A Mesma de Sempre.






Pense nas Consequências de sua Reação

   


O mundo às vezes conspira pra lhe tirar do sério.
Isso é um fato inevitável! Afinal, ninguém pode ser feliz o tempo todo.
Todo dia, milhares de pessoas são expostas a situações desagradáveis. Porém, essas situações cotidianas podem variar em nível de estresse como também em nível de desencadeamento. Ou seja, a depender da reação da pessoa exposta, o final pode ser bom, ruim ou catastrófico.
Suponhamos que seu cartão de crédito foi bloqueado sem nenhum motivo, ou que você demora horas na fila do SUS ou ainda que a passagem de ônibus aumentou pela terceira vez esse ano.
Em todos os casos citados acima, você foi lesado. No entanto, a atendente de telemarkenting não tem culpa do bloqueio do seu cartão, a enfermeira não tem culpa da demora no atendimento do hospital, muito menos, o cobrador tem culpa do aumento da passagem.
Isso é óbvio. Mas, parece-me que cada vez mais o óbvio encontra-se numa camada obscura e é preciso discutí-lo pra que ele possa se tornar visível.
É contraditório já que o óbvio é óbvio. Mas a vida é contradição.
 Precisamos discernimento para saber a quem direcionar a nossa queixa e um pouco de humanidade para compreender que não se deve descontar a ira em um profissional que não tem culpa e, muitas vezes, já está sobrecarregado de tanto ouvir reclamações, das quais nada tem a ver.
Agora, suponhamos que um cara invada o sinal e bata no seu carro novo. Você está irado e com toda razão. O culpado está na sua frente e tentando se desviar da responsabilidade...
Pense que poderia ser pior. Você poderia ter morrido. Pense em quem você ama e nas consequências de sua reação. Pense nas consequências de sua reação e faça a coisa certa! 

Tetê







Junho

           

      
           
          Querida pessoa que dividiu muito tempo comigo,

Nunca é fácil se despedir de alguém, principalmente quando esse alguém fez parte da sua vida por anos e anos. A vida segue para frente, mas às vezes, as pessoas que estão com você não conseguem te acompanhar e ai vem à difícil questão: parar ou deixar? Eu deixei.
Você foi importante, eu reconheço isso, mas está na hora de parar de chorar, está na hora de eu ser eu mesma e seguir minha vida, olhar pra frente. Quero gritar, quero correr, quero estar solta. Ligo a rádio e dirijo para algum lugar longe daqui, você sabe onde. “Nós nunca aprendemos como viver, a vida não vem com manual”, penso nisso enquanto dirijo. Lembro-me do que te disse ontem à noite: “pare de chorar meu amor, temos que dar o fora desse mundo sozinhos, como viemos”.
Eu amo esse penhasco, vim aqui algumas vezes quando era menor, é meu lugar de libertação. Abro os braços e grito com toda a minha força, todo o ar dos meus pulmões. Temos que dar o fora daqui. Tenho que dar o fora daqui. Sozinha. Eu e eu. Você pode ter quantos amigos quiser, quantos amores aparecerem e você agarrar, mas a caminhada é sua, só sua.
Dê um tempo para seu coração quando não agüentar mais. Dê um tempo para seu corpo quando se cansar. Dê um tempo para sua cabeça quando a mesma estiver cheia. Dê um tempo para sua alma quando não souber mais quem você é ou quando se fizer a pergunta “o que eu me tornei?”.
Temos que crescer para aprendermos a lutar por nós mesmos. Somos estranhos, seres estranhos que pensam estranhamente. Não vivemos apenas a base de instintos, nós pensamos. Talvez esse seja nosso maior erro. Não se esqueça de mim, não me esquecerei de você. Fale comigo quando me alcançar.


Sem despedidas,

Pessoa que dividiu tempo com você.


Milly




Ele


É uma segurança incrível, não sei explicar. A cada toque, cada olhada, cada beijo, eu sinto como se o chão pudesse abrir que não importaria, eu estaria segura.  
Se eu chorar, sei que ele vai estar lá para segurar minhas lágrimas antes que elas escorram por todo meu rosto borrando a maquiagem. Se eu gritar feito louca, sei que ele vai estar lá, segurar meus ombros e simplesmente me olhar esperando que eu volte a sanidade. Se eu quiser fugir de tudo isso, sei que ele vai estar bem ali me ajudando a fazer as malas para ir comigo e, saber de tudo isso, me faz sentir segura.
O coração é engraçado né? Nós às vezes nos forçamos a gostar da mesma pessoa que todos dizem que é “gato” ou aquele menino que todas suspiram, mas, não é bem assim que funciona. Não se escolhe esse tipo de coisa, só acontece. E, com um sorriso gigantesco no rosto, posso afirmar que aconteceu comigo, e com ele, pelo menos eu acho.  Você não procura, você não pensa, você não espera. 
Há centenas de anos atrás os navegadores  europeus passavam meses em seus navios no meio do nada, no meio de uma água vazia cheia de solidão e rezavam com todas as suas forças e seus terços por uma terra firme, por um porto seguro. Sinto que sou como esses navegadores perdidos e que finalmente acham terra, acham seu porto seguro que ao mesmo tempo é misterioso e incerto. Ele é minha terra firme.
Gosto de observá-lo de vez em quando. Seus pequenos movimentos me encantam de uma forma inexplicável. Quando está lendo faz caras e bocas tão lindas que me fazem sorrir. Quando faço isso por muito tempo ele vira pra mim com as sobrancelhas erguidas e depois expressa sua felicidade com os lábios. Esses momentos são melhores que qualquer festa, qualquer cinema, qualquer Netflix.
Sei que posso parecer louca, mas toda noite pego o travesseiro e o coloco na cara gritando o mais alto que posso. Tento tirar um pouco desse amor de mim, pois parece que não cabe.
Eu o amei ontem, amo hoje e amarei amanhã enquanto as estações seguirem seu plano e até o ultimo raio de luz da última estrela a se apagar chegar até a Terra e a engolir em completa escuridão.
Na verdade, acho que ainda vou amá-lo.

Feliz dia dos namorados

Por Milly




Jantar Secreto



Livro: Jantar Secreto
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Nota: 4/5




 Um sujeito estava andando pela rua quando deparou com um restaurante que vendia carne de gaivota. Pediu a carne, comeu, foi para casa e se matou. Por quê?”



Quatro amigos vêem a vida mudar quando são aceitos em ótimas universidades no Rio de Janeiro, podendo então, deixar sua vida no interior do sul do país. Dante trabalha em uma livraria e cursa administração; Leitão, um gordo assumido, hacker que frequenta aulas da ciência da computação; Miguel o “papai” do grupo estudante de medicina e Hugo, aspirante a chef com um ego e uma vaidade maiores que si mesmo.

Sabiam que seria difícil, mas não tão difícil.

O diploma não te da um emprego, muito menos sucesso principalmente em um país em crise. Quando isso é posto em prática junto com a dificuldade de pagar o aluguel, eles descobrem que a cidade grande não é um lugar tão tranquilo quanto eles estavam acostumados.

Sem muitas opções, uma idéia surge de um dos meninos, Hugo o cozinheiro, que sugere jantares secretos com suas especialidades na casa deles, podendo assim, levantar pelo menos uma parte do dinheiro que devem oferecendo uma experiência gastronômica exótica aos convidados.

Uma esperança. Até que para zoar, Leitão decide trocar carne de cordeiro do cardápio por carne humana e aumentar o valor. A surpresa ocorre quando surgem pessoas, que pagam... E pagam muito.

“Era a carne da própria mulher.”

Minha opinião: Gente, eu não tenho palavras pra dizer o que eu senti lendo esse livro. Talvez angustia... Não sei. Algumas partes me fizeram rir, outras me fizeram ficar com nojo e ate tristes. O livro tem duas formas de ser encarado: como uma ficção de suspense meio macabra com muito humor negro (que pode não ser tão bonito na visão de alguns) ou como algo que deva ser refletido. Não estou dizendo que existem jantares que servem carne humana por ai (talvez existam, quem sabe?), mas a maldade do ser humano pode chegar a esse ponto, disso eu tenho certeza absoluta.

Esse livro me fez pensar em vários assuntos e é uma leitura MUITO tensa e angustiante (pelo menos para mim), mas é bom ficar com o coração na mão de vez em quando.  A história me prendeu bastante, li em pouco tempo, e fiquei bem surpresa com o final, não imaginei (MESMO) aquilo! Acredito que seja um livro polemico que gere algumas divergências de gosto entre grupos de amigos (mas uma treta de leve sempre vai bem não é mesmo?).

Indico para quem gosta de:
·        Suspense
·        Livros macabros (humor negro)
·        Quem gostou de Caixa de pássaros (meu caso)
·        Um pouco de comédia do meio do terror e de toda a loucura dos personagens.

Milly







Não quero ser humano.

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Talvez, o problema seja comigo. Eu tenho essa estúpida mania de esperar demais das pessoas e o resultado sempre será decepção. Talvez, seja culpa minha, eu tenho esse problema de querer lutar por amizades vazias, de querer resgatar amores rasos. Talvez, eu que seja trouxa o suficiente para não aceitar a realidade tão facilmente como todas as outras pessoas.
Talvez, eu deva parar de querer fazer o certo, porquê, de acordo com o mundo ao meu redor, o certo se tornou errado. Talvez, eu devesse parar de tentar fazer os outros felizes, pois eu simplesmente deveria fazer como os outros: sentar e assistir as outras pessoas afundarem sem esticar a minha mão para ajudá-las.
Talvez, eu devesse parar de ligar para o sentimento alheio e dizer todas as bobagens que vem a minha cabeça, o que eu tenho a perder? Eu apenas me tornaria tão individualista quanto os outros. Não faria mal algum. O mundo está cheio de pessoas iguais, eu só seria mais uma máquina programada para viver a rotina. 
Talvez, a próxima tendência do mundo moderno seja o egocentrismo e a próxima moda, a ignorância. Talvez, o próximo acessório mais vendido seja uma máscara e o próximo "padrão" se torne a falsidade. O ser humano deixou de ser humano.
Talvez, a falta de respeito passe a ser legal e a humildade se torne banal. Talvez, roubar se vire uma profissão e matar vire diversão.
Talvez, eu não seja humana. Todos ao meu redor vivem em função de si mesmo. Não há sentimento, não há compaixão, parece que ninguém tem coração. Mas, quer saber de uma coisa? Se ser humano é sinônimo de egoísmo, vazio e individualismo, tenho certeza de que não quero me tornar humana.

Laryssa.






Se eu tivesse poderes mágicos... - Maio

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Ah, se eu tivesse poderes mágicos! Eu levaria amor para todos, transmitiria a paz, não haveria choro. Não existiriam os tolos, nem a pobreza de espírito. Se eu tivesse poderes mágicos, todos seriam amigos.
Se eu tivesse poderes mágicos, daria a cada um a chance de recomeçar, uma chance para amar, um caminho para trilhar. Ninguém ficaria perdido se perguntando por onde começar, sempre haveria uma luz para os guiar.
Se eu tivesse poderes mágicos, voaria alto, exploraria o espaço, observaria os pássaros.
Se eu tivesse poderes mágicos, daria um abraço bem forte em cada pessoa, tentaria confortá-los, os ajudaria a carregar seu fardo.
Se eu tivesse poderes mágicos, levaria esperança para todos aqueles que precisam, fé para todos que necessitam, sonhos para os que, devido ao medo, não os realizam.
Se eu tivesse poderes mágicos, não haveria discórdia, respeito é bom e todo mundo gosta! Ninguém falaria "bosta".
Se eu tivesse poderes mágicos, ajudaria todos os que não têm mais forças para se levantar, seria a voz daqueles que não conseguem mais gritar, "abriria" os ouvidos de todos, para que eles pudessem escutar tudo o que temos guardado para falar!
Se eu tivesse poderes mágicos, eu faria do mundo um lugar melhor, mas não perfeito. Se fosse perfeito, ninguém precisaria mais lutar pelos seus direitos e a vida ficaria sem efeito.
Se eu tivesse poderes mágicos, todos teriam a chance de saber qual é a verdade, de falarem o que pensam e de não se acharem covardes. 
Se eu tivesse poderes mágicos, prolongaria a vida de muitos, os ensinaria a serem gratos por tudo.
Se eu tivesse poderes mágicos, acabaria com a existência da mentira e, no lugar dela, haveria a justiça.
Se eu tivesse poderes mágicos, não impediria nenhuma pessoa de errar, pois ela aprenderia com seu erro e depois, iria acertar.
Se eu tivesse poderes mágicos, faria com que todos aprendessem a perdoar. Ninguém se acharia melhor que alguém, todos fariam o bem sem olhar a quem.
Se eu tivesse poderes mágicos, colocaria cor nos dias cinzentos, haveria sinceridade, haveria reciprocidade.
Se eu tivesse poderes mágicos, ajudaria todos a aceitarem o brilho dos outros, eles também podem brilhar!
Se eu tivesse poderes mágicos, eu não tentaria mexer no tempo, nem no destino, todos viveriam sorrindo, eu ficaria feliz com esse trabalho cumprido! 


Laryssa.




Fatos sobre mim – Abril




Oiii meus queridos, tudo bom com vocês? No mês de abril o Projeto pedia para fazermos um fato sobre mim para cada aniversário e esse mês é meu aniversário (do ig também) então eu vou fazer 15 fatos, pois completo 15 anos dia 26. Espero que gostem:

1º fato: Odeio praia
Sim, eu sou uma carioca que odeia praia por vários motivos, um deles é que eu não gosto muito de calor.

2º fato: Eu tenho tassalofobia
Tassalofobia é um transtorno mental relacionado ao medo do mar e de grandes porções de água. Por exemplo, se eu ficar muito tempo no mar eu posso ter um ataque de pânico. Não consigo nem me imaginar atravessando um rio naqueles barquinhos e não consigo de jeito nenhum ficar em uma piscina sozinha.

3º fato: Minha princesa favorita é a Jasmine
Eu amo a Índia e como ela é indiana me atraiu desde pequena.

4º fato: Sou feminista
Não que eu queira ser, em pleno século XXI isso não deveria nem existir, mas eu não vou ficar nesse mundo sem noção e não lutar para ter as mesmas oportunidades.

5º fato: Estou na 1ª série do Ensino Médio
Não recomendo, é um porre essa pressão.

6º fato: Gale meu marido, Kishan meu amante e Peter meu namorado
(Jogos vorazes - A maldição do tigre - Para todos os garotos que já amei)

7º fato: Sempre como pipoca com a mão esquerda mesmo sendo destra

8º fato: Tenho vontade de cursar medicina, mas ainda to na dúvida.

9º fato: Tenho muitos amiguinhos virtuais e me orgulho disso

10º fato: Eu amo a Inglaterra
Nasci no país errado: amo frio, chá, gatos... Eu sou britânica na alma.

11º fato: Eu gosto de exatas
Repare que eu disse que gosto e não que sou boa.

12º fato: Eu falo duas línguas
Além do português sou fluente em inglês (tem textinho em inglês no blog) e falo um pouco de espanhol e libras.

13º fato: Sou muito Geek
Desde pequena meu desenho favorito sempre foi X-Men e eu sempre amei super-heróis. Hoje mais ainda.

14º fato: Tenho um irmão 14 anos mais novo que eu e todo mundo acha que é meu filho.

15º fato: Minha estação do ano preferida é o Outono, e eu já passei por ele 15 vezes J


Milly