A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA

Autora: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: Darkside Books
Nº de páginas: 234
Nota: 4/5







A guerra que salvou a minha vida não é uma história parecida com a de Anne Frank, Bruno, Pierrot e todos os personagens sobre a guerra.

Ada é uma menina que vive isolada desde que nasceu por conta do seu pé torto, só conhece o mundo através de uma pequena janela do pequeno apartamento em que mora. Jamie é seu irmão mais novo, “normal” e  adora brincar na rua. A Mãe...bom, é o exemplo de como não ser uma mãe.

Quando o governo anuncia que haverá a Segunda Guerra Mundial todas as crianças precisam ser evacuadas para outra cidade, chamada Kent.

“Vá descobrir onde é que temos que ir e a que horas precisamos chegar. Nós vamos embora juntos, pode acreditar.” (p. 19)

Ada consegue fugir de casa e ir junto com Jamie e as outras crianças para Kent. Chegando lá, todas as crianças são escolhidas por casais, menos os dois... Eles são levados para a casa de Susan, que é obrigada a ficar com eles.

Entre trancos e barrancos, os três conseguem se unir criando um laço de carinho muito forte.

Mas nem tudo são flores, a guerra que demorava a começar, começa e toda noite são obrigados (se quiserem se manter a salvos) a irem para o abrigo que fica no fundo da casa de Susan, soldados morrem na frente de Ada, existem espiões na cidade e a invasão só está começando.


“Enfim compreendi qual era a minha luta e porque eu guerreava. A Mãe não faz ideia da forte combatente que eu havia me tornado.” (p. 220)







TRÊS COROAS NEGRAS



Livro: Três coroas negras
Autora: Kendare Blake
Editora: Globo Alt
Nº de páginas: 301
Nota: 5/5




Três Coroas Negras conta a história de três irmãs que são rainhas mas que disputam a vaga de um trono ao completarem 16 anos. Katharine é uma envenenadora que sabe elaborar uns dos mais poderosos venenos, e que nos mostra que temos que comer bem pra “ficar fortinho e crescer”!!! (Quem conhece a música, por favor, ria kaka). Mirabella é uma elemental e faz coisas incríveis com o ar, trovões, fogo e água e deixa claro que o amor às vezes quebra barreiras. E Arisnoe, uma naturalista que tem o poder de florescer as mais belas flores e controlar qualquer animal, nos ensinando a persistir em nossas escolhas e vontades.

Mas acontece que cada uma tem seu ponto fraco, Katharine é submetida a vários venenos para conseguir ficar imune a eles e acaba passando mal, é fraca, chegando a fracassar. Mirabella não consegue controlar o elemento água, causando estragos em todo lugar. E Arisnoe simplesmente não consegue fazer nada florescer e não recebe da Deusa (a mãe de tudo e de todos) seu Familiar, uma espécie de animal de estimação.

"Toda dádiva é luz e treva."

O livro é dividido em 4 capítulos e cada capítulo contém subcapítulos contando individualmente a história de cada rainha:

  • ·        O aniversário de dezesseis anos das rainhas: é o capítulo mais longo, os subcapítulos são nomeados pelo nome da cidade que residem e com a imagem que as representam. Kat, cobra (veneno), Mira, fogo e Arisnoe, flor. Conta tudo o que elas passam, já passaram e uma ideia do que irão passar. Dá uma visão geral sobre o que é essa guerra pelo trono e a briga que é entre os “reinos”.
  • ·         O Festival Beltane: é quando os “reinos” se unem para dar início ao Ano da Ascensão, as rainhas terão um ano para matar suas irmãs e conseguir o trono.
  • ·         A Aceleração: apresentação das rainhas para todo o público.
  • ·         O Ano da Ascensão tem início: o nome já diz e é o capítulo que você pede o próximo livro pelo amor da Deusa.

Outros personagens importantes:

Natália: guardiã de Katharine e é a que a ajuda a ficar imune dos venenos; Jules: guardiã de Arisnoe, a naturalista mais forte já vista que tem um puma como Familiar (quanto mais forte o Familiar, mais forte é a pessoa). Luca, protetora de Mirabella, uma Sacerdotisa anciã. Joseph, amigo de Arisnoe e Jules (peguei ranço). Rho, alguém que você não vai gostar. Elizabeth e Bree, amigas de Mirabella. Billy ou Júnior, só lembre-se que ele será chamado por nomes diferentes. Pietyr: primo de Natália que ajudará Katharine a desenvolver . Camden, a puma linda e maravilhosa. Madrigal, mãe de Jules.


Uma das coisas que não entendi é se elas realmente são irmãs e porque elas foram escolhidas. Li o livro em mais ou menos quatro dias e tirei a conclusão que: cada um tem seu tipo de leitura, não se baseie no gosto dos outros. Indicações são ótimas, mas só porque dois ou três não gostaram, não significa que você também não vai gostar. ARRISQUE-SE!



Tem o segundo livro, Um trono negro, segue a sinopse:

A batalha pela coroa já começou, mas qual das três irmãs triunfará? Após os inesquecíveis acontecimentos da Cerimônia da Aceleração e com o Ano da Ascensão em andamento, as apostas mudaram: Katharine, outrora a irmã mais fraca, agora está mais forte do que nunca. Arsinoe, após descobrir a verdade sobre seus poderes, deve aprender a usar seu talento secreto a seu favor, sem que ninguém descubra. E Mirabella, antes a favorita para o trono, enfrenta uma série de ataques enquanto vê a fragilidade de sua posição.

Em meio ao perigo constante, alianças serão formadas e desfeitas na fantástica continuação de 'Três coroas negras'. As rainhas de Fennbirn terão que combater a única coisa no caminho entre elas e a coroa: umas às outras.




Desejaria adiar tudo isso... Ficar sozinha


Costumava sempre correr para o colégio,como um refugio de minha casa, muitas brigas, lágrimas,declarações de ódio, sempre para os braços e risadas de amigos, todavia uma vez isso se tornou meu terror. Não aguento mais aquelas risadas altas, gritos, falas, presenças, aquele lugar se tornou meu pesadelo.
Engraçado como eu fugia das pessoas, preferia ficar sozinha ou em casa.
Costumava correr pra chegar o quanto antes em casa e comer, ver TV, mexer no computador ou contar meu dia mesmo que fosse para meus amigos imaginários.
Ou corria para chegar e me trancar no quarto, tirar a roupa, a maquiagem e o sorriso forçado, ficar sozinha, me sentia bem lá.
Agora desejo adiar tudo isso, desejo ficar sozinha na rua, olhando as pessoas passarem e ouvindo os carros correrem na pista, ou o barulho monótono das construções, vento ou animais. Apenas eu e eu...
Não é mais confortável ficar em casa, as pessoas lançam palavras que me machucam, meus pensamentos são confrontados, é uma prisão.
Me sinto observada em meu quarto, é terrível, me sufoca, parece que a qualquer momento irei sufocar com minhas palavras e pensamentos, e morrerei,logo dirão que era drama.
Olhar no espelho é uma tortura, vejo como ao mesmo tempo pareço bem colocando um sorriso que me mata, ao mesmo tempo se não passar maquiagem, mostrarei minhas olheiras de noites acordadas e olhos inchados de chorar, e por dentro estou morrendo... morrendo de culpa, impotência, meus pensamentos, meu corpo,meus atos, as pessoas a minha volta, aquele vazio que cresce e não para, o medo... Eu.
Eu sou a causa de tudo, eu peço socorro e ninguém escuta...
Eu me perdi. Me perdi em meus pensamentos, não me reconheço, não sei o que me tornei ou que sou, desejo apenas que isso acabe.
Quero um braço para chorar, um momento para mim, alguém que me abrace e diga que tudo ficará bem, afague meus cabelos, beije minhas testa e me proteja... Me proteja de mim mesma.

O meu maior medo é a minha mente, ela me tortura, tirou meus abrigos, minha família, a mim mesma... Me trouxe dor, o vazio, o cansaço, o medo e a solidão,mesmo acompanhada estou sozinha.


Ísis




ABC do Amor

Livro: ABC do Amor
Autoras: A.C. Meyer; Brittainy C. Cherry; Camila Moreira
Editora: Galera Record
Págs.: 262
Nota: 4,5/5


O livro é composto por três contos de três autoras diferentes, todos com um tema principal: o amor. Cada um com uma visão diferente e de uma maneira diferente que representar como esse sentimento pode mexer totalmente com as nossas vidas.

O primeiro, Doce reencontro, conta a história de dois namorados jovens que acabam se separando por conta do destino. Cinco anos depois, por culpa do mesmo, eles se reencontram em posições completamente diferentes das que estavam em suas vidas quando se separaram. Será que o sentimento de carinho e afeto um pelo outro ainda é capaz de despertar um antigo romance?

Dos três, achei esse o mais fraquinho. Por mais que a escrita da A.C. Meyer te prensa e te cative, o conto se perde em meio aos outros dois que mexeram muito mais comigo. Por outro lado, não é ruim. A história é interessante e os personagens bem construídos. Achei um conto bem fofinho e amorzinho.

“Não sei o que fiz de bom para merecer uma segunda chance com a melhor coisa que tinha acontecido em minha vida, mas não vou desperdiçar de tentar novamente com Jade. Não mesmo.”

O segundo, As cartas que escrevemos, é um pouco mais delicado. Jake, um ator famoso de Hollywood, volta para sua cidadezinha no interior do Kansas, onde nasceu e cresceu, para um casamento, mesmo que seja do amor da sua vida com outro cara. Ele não espera receber o perdão dela. Ana Louise está cada vez mais incerta sobre o homem que escolheu para passar o resto de sua vida e se pergunta se fez a escolha certa. Mas será que os namorados de ensino médio realmente esqueceram um ao outro e seguiram com suas vidas, ou aquele amor avassalador de adolescentes ainda vive dentro deles?

Brittainy nunca me decepciona Brasil! Com menos de 70 páginas ela conseguiu me fazer chorar, rir, querer matar um personagem e casar com outro. Maravilhoso. E as reviravoltas que acontecem no final são imprevisíveis. Essa mulher consegue pegar o clichê e transformar de uma forma que ele passa despercebido. Personagens incríveis, enredo bem construído e muito amor num conto só.

“– No momento em que te vi, me lembrei de tudo. Senti tudo. Desejei tudo, Ana… você  deveria ser o meu para sempre, e eu deveria ser o seu.”

Por fim, o terceiro, Além das cores, nos mostra que a pior das situações, pode se transformar em uma coisa linda. Alice foi demitida, acabou com o noivado e pegou o pior tema para um trabalho na faculdade, tudo no mesmo dia. Pelo menos ela conseguiu uma entrevista com o protagonista da biografia que tem que escrever: Leandro Franz, um renomado pintor. Mal sabia ela que o desafio seria enorme, pois não é fácil lidar com o artista arrogante, egocêntrico e muito gato. Será que a atração que os dois sentem dará algum tipo de resultado?

Um conto um pouco mais picante, eu diria. Camila Moreira nos mostra que o amor pode sim nascer de dois sujeitos que inicialmente não se gostam muito. Gostei bastante da história, dos personagens e do final principalmente.

“Compreendi que a dor de uma pessoa não pode ser medida. Ninguém tem idéia da intensidade do que o outro sente.”

No geral, é um bom livro. Curou meu coração de uma ressaca horrível que eu estava. É leve, rápido (acho que li em quatro dias) e com muito romance.


Indico para quem gosta de:

·        YA
·        NA
·        Quem já curte as autoras
·        Livros rápidos e leves

·        Muito romance



Milly




A criança que eu fui gostaria de mim agora?



Quando somos crianças é inegável que sonhamos mais, desejamos mais. Não sabemos o que temos que fazer para realizar nossas ambições, apenas as desejamos. Mas a medida que crescemos isso se perde.
Meu primeiro sonho era ser dentista. Gostava de sorrir para tudo e para todos. Gostava de ir no dentista com minha mãe mesmo que fosse só para olhar. Hoje, tenho um pouquinho de nojo.
Depois, quis ser professora de matemática. Adorava números e explicar para as outras crianças como se resolvia cada probleminha. Hoje, bom, estou no Ensino Médio.
Ser professora me acompanhou mais pouco quando decidi ser professora de história. Não sei como nem quando esse sonho morreu em min.
Sonhos de uma criança são as coisas mais puras e lindas. Elas não têm preocupações como as que surgem à medida que crescemos. “Quero viajar ao redor do mundo”, “Quero ser isso, ou aquilo”, “Quero conhecer aquela pessoa”. Não importa qual seja.
Quando eu era criança sonhava com coisas que nem me lembro mais. Sonhava, apenas sonhava. Fechava os olhos e deixava os desejos se transformarem em sonhos.
Talvez meu “eu” do passado não gostasse de mim agora. O seu “eu” gostaria?


Milly






Uma vez você, uma vez eu

Livro: Uma vez você, uma vez eu
Autor: Diego Martello
Editora: Novo Século
Págs.: 181
Nota: 4/5


Sabe aqueles livros que você entre uma página e outra para e olha para o nada refletindo sobre a vida? Então, esse é um desses livros.

Algo malfeito hoje se torna uma base fraca para os acontecimentos de amanhã [...]

Willian parece ser o perfil idealizado por boa parte das pessoas: tem uma boa casa, uma esposa que o ama, sua carreira está em ascensão. Tudo parece nos trilhos a primeira vista, mas nem tudo são flores. Depois de uma briga feia (bem feia) Marcos e Willian, pai e filho, tentam se reconciliar. Mas não vai ser nada fácil diante das dificuldades que vão se impor pelo caminho.

Além disso, Willian está passando por outras tribulações em sua vida: uma nova proposta de emprego que pode mudar tudo e sua esposa que não consegue engravidar por mais que tente arduamente.

Era como se eu tivesse abandonado meu passado em um lugar seguro e de fácil acesso, porém, quando fui matar a saudade e lhe fazer uma visita, ele já não estava onde eu o deixara.

Diante do enredo, colocações sobre a vida, escolhas, momentos são colocados. Questionamentos são feitos.

Quando comecei a ler o livro, tinha altas expectativas que foram atendidas. Não é um livro que conta uma história de amor, ou até mesmo o foco central não é o relacionamento do pai e do filho, mas sim as reflexões propostas na consciência de cada um.

Eu particularmente gostei bastante do livro. Me fez refletir de uma maneira diferente do que outros livros já fizeram. Eu demorei um pouquinho para me prender a história e os capítulos são longos, o que eu não curto muito, mas isso é pessoal.  Em geral, é um ótimo livro que mudou minha concepção sobre vários assuntos e me fez repensar certas atitudes.

Não simpatizei muito com o final, foi surpreendente (não esperava por aquilo), mas não foi um dos meus favoritos.

Você é como uma música que toca nos ambientes em que entra. Cabe a você ser agradável ou não.

Recomendo para quem gosta de:

·        Livros curtos
·        Leitura rápida
·        Refletir enquanto lê

Compre o livro: Saraiva 
Instagram do autor: @diegopmartello


 Milly




Não era Amizade; era Falsidade


O relacionamento é fator essencial para a conservação da nossa saúde mental e, de um modo mais amplo, para a perpetuação das espécies. Talvez, por relações serem tão importantes, seja tão difícil praticamente impossível relacionar-se harmoniosamente com todos à nossa volta.
No caso da família é inevitável à convivência. A não ser que você faça a Natasha do Capital Inicial e fuja de casa na manhã do dia errado. Brincadeiras a parte, a relação com a família às vezes é complicada, mas é essencial pra construção do adulto que seremos. Talvez você não entenda, talvez você só perceba isso bem tarde e talvez você nunca se toque até seu filho lhe dizer: “Mãe, você tá fazendo igualzinho a vovó!”
No caso das nossas amizades, há duas características básicas que diferem da relação familiar: o fato de as escolhermos e de podermos desfazê-las quando necessário sem elo sanguíneo que continuem a nos unir.
Discussões, brigas, divergências entre amigos é algo admissível. Traição, não! Apesar de não ser aceitável, ocorre nas melhores famílias. Quem nunca foi vítima daquela bestque confiava tanto? Aquela mesma que demos a mão e ela nos apunhalou pelas costas...
Doi, doi muito. A tendência é achar que todas são iguais a ela, que nunca mais teremos melhores amigas. A boa notícia: Ela é minoria e nunca terá uma melhor amiga porque ela será ruim com todas que confiarem nela.
Os amigos são os familiares que escolhemos. E graças a Deus por isso! Logo, mais cautela, menina! Já pensou o quão louco seria se nossos amigos fossem acontecimentos inevitáveis como irmãos/família? Pois bem, não são. Pare e reflita: quem escolheu a falsiane para ser sua best friend foi você; quem permite que ela continue participando de sua vida é você.
Então, tome as rédeas da situação. O sofrimento é inevitável, afinal você teve o seu coração quebrado por quem gostava muito. Mas vai passar. No mais, se você decidir continuar a conviver com pessoas que a qualquer momento possam se virar contra você, lembre-se: Se for nadar com tubarões, não sangre!
E não sangrar nesse mundo cruel é inevitável.


Tetê